terça-feira, 28 de julho de 2009

Uma Nova Estação

Eu quero falar de sonhos, de amor, de mim...

Eu andei pela rua no outono ao cair da noite, estava esfriando, o vento varria as flores amarelas, e me soprava um novo sentido, era como lavar o rosto. Eu caminhava como se flutuasse ao som de hallelujah...Aquele tapete amarelo de flores, tudo muito poético, e tão intrigante. Achei bonito caminhar sobre as flores ao som do vento gelado que me fazia companhia. Fiquei observando as folhas secas aos poucos se soltando dos galhos como se estivessem sem força de lutar contra o vento. Se passou um filme da minha vida em minha mente. Eu comecei a pensar nas coisas que me movem, coisas pelas quais eu tenho lutado, sentimentos de amor, amor pleno, pela vida, pela grandeza de estar vivo, pela beleza dos gestos de amizade, pelo poder do ser humano, pelo mundo e todo universo. Pensei em Deus, Existe algo maior que nos rege. A força do amor não é em vão. Meu peito transborda desse amor. E então resolvi andar um pouco mais, sem contar as horas. Comecei a olhar para cada rosto a minha volta, gente sorrindo, gente sofrida, gente calada, gente fingida. Eu comecei a tentar adivinhar a história de cada rosto.

Hallelujah...

O mundo precisa de anjos por toda parte, pensei. E às vezes olhando para aqueles rostos, eu gostaria de ser um anjo naquele momento. Era fácil ver a história da vida de cada um desenhada em cada expressão dos seus rostos, alguns sorriam, mas o que me chamava atenção era o olhar perdido, triste, cansado. Rostos desesperados tentando sorrir, fingir talvez. Fui passando por cada um, quase invisível, e aos poucos chorando, aos poucos sangrando...Porque eu sou tão mortal quanto eles. Então olhei para o céu estrelado e distante, gritei em silêncio Hallelujah, quem sabe algum anjo me ouve. E foi assim em uma noite de outono que eu percebi que, não sou pior nem melhor que ninguém, apenas que eu tenho sonhos de um mundo melhor, que Deus existe, e que o amor é a força que me rege. Essa é minha vida e eu tenho orgulho de mim.
Nesse momento o mundo pesava em minha mochila, sentei-me ali, descansei no chão, como as flores amarelas e as folhas secas caídas, porque eu também estava caindo, esperando uma outra estação.

5 comentários:

Unknown disse...

nussss
lindoooo
eitaaa que ta é profissa auhauaa... me remeteu a coisas que escrevia a tempos atras(mas os meus eram ruins uauhaa) muito boa gi... gosto muito desses estilo assim de escrever...

Unknown disse...

"porque eu também estava caindo, esperando uma outra estação."
afemariaaaaaa uhauhauhahuahuaa
que frase é essa véiii auhauauha
linda d++
é nosso momento de reciclagem né... a espera por nova estação... temos que te-la para conseguirmos ser alguém, para conseguirmos evoluir moralmete, espiritualmente.
foi linda essa frasee

Matheus Só Matheus disse...

Bonito demais a forma descompromissada e lírica que você escreve. Vezenquando escrevo assim mas não mostro pra ninguém...
Força ! Sempre

Mat
heus

Ps.: Tô com dificuldade pra comentar com minha outra URL. Libera a opção Nome + URL nas configurações. Bjux

Unknown disse...

Adorei Gio, virei frequentadora. Esse teu jeito de escrever de sentir as coisas, os sentimentos, nos fazem estar presentes junto com você naquele momento. E talvez até mesmo sentir um pouco do que sua alma verdadeiramente transpassa. Tô feliz de ter encontrado seu blog Gio.

Ingrid.

Eu disse...

Oi Ingrid! Que prazer imenso em ler seu comentário! Nossa, muito obrigada, me sinto "Lisonjeada"! E ao mesmo tempo feliz, em saber que aquilo que escrevo consegue expressar bem o que sinto, e ao mesmo tempo saber que este sentimento também é cultivado por outras pessoas.Realmente vc tem razão, estas palavras transbordam minha alma.Para perceber isto,sem dúvidas vc deve ser uma pessoa especial.Parabéns, eu que fico feliz em encontrá-la. seja sempre bem vinda por aqui.Espero vc. Beijo grande.